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Saiba como Sensores e Big data podem contribuir para a tomada de decisão na agricultura

Geralmente, cria-se uma falsa dicotomia entre campo e cidade, atrelando o primeiro uma visão mais rústica e bucólica, enquanto o segundo recebe uma conotação mais tecnológica e contemporânea.


Foram as inovações no campo que possibilitaram as transformações na cidade durante a revolução industrial. Atualmente, várias tecnologias têm, novamente aumentado a produtividade agrícola, e uma delas são os sensores e Big Data, que têm se mostrado uma excelente alternativa para otimizar a tomada de decisão na agricultura. Para apresentar esta tecnologia para você e apontar como que ela pode contribuir para a melhora na competitividade e produtividade do agronegócio brasileiro, preparamos este artigo com as principais informações relevantes sobre o assunto. Acompanhe! O que são sensores e Big data? Na verdade, ao falarmos de sensores e Big Data, estamos abordando duas tecnologias distintas, mas que funcionam melhor quando são implementadas de forma conjunta. Os primeiros podem ser térmicos, elétricos ou ópticos e podem servir para as mais diversas finalidades na propriedade rural, como calcular o deslocamento da colhedora, verificar a umidade dos grãos e medir o seu fluxo, além de verificar dados relativos ao solo, como umidade, acidez, etc. Já o Big Data pode ser entendido como um sistema de análise inteligente de armazenamento de dados, tratando de qualquer tipo de registro digital, que podem ser vídeos de geolocalização, consumo de água, rotação de culturas, e características do solo. De forma resumida, enquanto os sensores são os responsáveis por coletar a informação, o Big Data serve para armazenar esses dados de forma inteligente e segura, servindo como instrumento para análise e tomada de decisão do gestor da propriedade a fim de otimizar resultados, melhora da qualidade dos produtos e aumento da produtividade. Quais são os principais tipos de sensores? Sensores diretos ou remotos Os sensores diretos são aqueles que, como o nome sugere, estão conectados diretamente com o alvo da medição, como plantas, frutos, água e solo. Ou seja, há uma conectividade física entre o sensor e o elemento a ser analisado. Já os sensores remotos funcionam de forma totalmente diferente, em que objeto analisado e sensor não precisam estar ligados fisicamente, sendo aplicados de forma remota, por meio de observação terrestre ou aquática, à distância. Entre os exemplos, podemos citar análise por infravermelho e imagens áreas. Elétricos Os sensores elétricos são capazes de analisar diversas propriedades químicas e físicas do solo, utilizando para isso a condutividade elétrica do mesmo, o que torna o procedimento mais barato do que outras alternativas, como análise em laboratórios. Este tipo de sensor funciona a base de emissão de corrente elétrica, detectando diferenças no solo antes e após a criação do campo magnético, o que torna possível a análise de diversas variáveis a respeito do solo. Entres os principais aspectos que podem ser analisados com a utilização do sensor elétrico, podemos destacar a umidade do solo, teor de nutrientes e potencial hídrico. Térmicos Sensores térmicos são aqueles que buscam informações de temperatura. Funcionam por meio do cálculo da reflexão de superfícies resultantes da radiação solar incidente. No meio agrícola, são muito importantes para analisar o desenvolvimento da cultura e, em outros casos, verificar a quantidade de matéria orgânica, ferro, argila e outros nutrientes presentes no solo. Ópticos Sensores ópticos são aqueles em que emissão e recepção se encontram aplicados em um mesmo conjunto óptico, de forma que os raios emitidos pelo transmissor refletem na superfície do objeto, retornando ao elemento receptor. Entre as principais utilidades, podemos citar a contagem de grãos, que é feita por meio da luz infravermelha aplicada sobre o fluxo dos grãos, sendo possível devido a diferença na captação de luz ao longo do tempo. Como eles podem ser aplicados na agricultura? Índices de vegetação Entre as aplicações mais utilizadas para os sensores, destacamos o índice de vegetação. Com ele, é possível analisar e destacar o desenvolvimento dos índices de vegetação, permitindo obter informações como produtividade, estado nutricional e índice de crescimento. Além disso, é possível verificar questões como estimar o crescimento e as condições da planta, analisar o estresse biótico e abiótico e classificar a produtividade das culturas. Características de solo Outra importante utilidade é a análise das características do solo, essencial para determinar a sua qualidade e identificar quais são os tipos de cultura mais adequados para ele, além de contribuir para encontrar soluções para as deficiências de determinados nutrientes. Condutividade elétrica e teor de matéria orgânica Os sensores também conseguem informar o gestor da plantação sobre outros itens, como condutividade elétrica e teor da matéria orgânica, essencial para determinar a qualidade do solo, assim como intervenções que devem ser feitas para melhorá-lo, em caso de deficiência em alguns nutrientes. Análise das variações do solo e do clima ao longo do tempo Os sensores podem e devem ser utilizados para averiguar a variação do solo e clima ao longo do tempo, contribuindo para identificar melhores alternativas para as plantações e contribuir para que elas apresentem o melhor rendimento, pois é possível, a partir disso, antecipar soluções para adequá-las à nova realidade que se encontram. Mapeamento remoto de área e de qualidade do solo e sistemas de irrigação O sensoriamento remoto é fundamental para o mapeamento de áreas afastadas, a fim de conhecer de forma ampla quais são as melhores alternativas para integrá-las à produtividade da propriedade. Além disso, é possível medir a qualidade do solo nos mais variados aspectos, como inclinação e identificar o modelo mais adequado de irrigação. Por fim, vale destacar que os sensores evitam a irrigação desnecessária, o que contribui para economizar água e aumentar a qualidade da plantação. Exemplos de onde os sensores estão sendo utilizados Os sensores têm sido utilizados em diversas partes do mundo como instrumento para otimizar a produtividade. Em Wagenfeld-Ströhen, na Alemanha, por exemplo, sensores remotos são utilizados para otimizar a produção de leite em uma fazenda. Em um exemplo mais próximo, no Tocantins, os sensores são utilizados para otimizar a criação de pirarucus, utilizando para tal um sistema de telemetria e chips eletrônicos. Qual a sua importância para a tomada de decisão? Para a tomada de decisão, é importante que você obtenha uma série de informações relevantes acerca das condicionantes. Quanto maior o número de informações, mais eficiente será a tomada de decisão. Dessa forma, os sensores agem como um instrumento essencial para fornecer dados precisos acerca das mais variadas condicionantes que envolvem a produção agrícola, como solo, clima e umidade, fornecendo ao produtor um maior detalhamento sobre a propriedade e direcionando a tomada de decisão para algo mais certo, baseado em dados e evidências. E o Big Data, onde entra no processo? Você já viu que os sensores são responsáveis pela coleta de inúmeros dados e que o Big Data é uma ferramenta de armazenamento de grande volume de dados, com possibilidade de tirar valor destas informações de forma rápida certo? Dessa forma, os sensores coletam dados que, precisam ser armazenados e posteriormente interpretados para se obter respostas mais completas capazes de prever tendências e avaliar cenários. Caso a decisão por armazená-los seja de forma convencional, o sistema não terá capacidade de armazenamento do grande volume de dados que os sensores coletarão, correndo o risco de comprometer todo o processo, prejudicando o armazenamento e, consequentemente, a tomada de decisão. O Big Data entra exatamente nessa parte, como um instrumento para otimizar o processo de análise e armazenamento de dados, contribuindo para encontrar alternativas mais sustentáveis e que aumentem a produtividade e competitividade dos seus produtos. Outro ponto que pode ser destacado é a maior facilidade para o atrelamento entre dados relacionados à adubação, estratégias de manejo, umidade e índice de precipitação, tipo de ração utilizado, correlacionando com a produtividade da propriedade. Com isso, são conhecidos os cenários mais favoráveis para uma boa produtividade. Além disso, o Big Data também considera aspectos como temperatura média, amplitude térmica, taxa de insolação, direção dos ventos, o que torna a análise mais completa e eficaz. Com a análise de tantos dados sendo feita de forma inteligente pelo Big Data, poupa-se tempo ao mesmo tempo em que alcança-se um número maior de informações relevantes para se analisar para a tomada de decisão. Aliado a outras tecnologias e práticas, como o blockchain e o barter, o uso dos sensores e Big Data são uma alternativa necessária para aumentar a competitiva do agronegócio brasileiro, especialmente para os pequenos produtores rurais. Como a Culte pode auxiliar o agricultor familiar neste processo? A Culte é uma plataforma pioneira na agricultura familiar brasileira. Unimos empreendedores agrícolas, compradores e fornecedores. Para revolucionar este mercado, a Culte oferece uma série de inovações, como uma criptomoeda própria, além de vários conteúdos sobre as mais variadas tecnologias que podem alavancar a produtividade do pequeno produto rural. Dessa forma, por tudo que foi posto ao longo deste artigo, os sensores e Big Data são uma excelente alternativa para a agricultura, especialmente para os pequenos produtores rurais, pois ela cria um diferencial que dá a estes empreendedores maior competitiva no agronegócio. Todavia, é necessário trabalhar em conjunto para que você tenha acesso a estas novas tecnologias e as implemente de forma satisfatória. Agora que você já sabe como sensores e Big Data podem contribuir para a tomada de decisão na agricultura, visite o site da Culte e leia este artigo com as 6 tecnologias que estão revolucionando a agricultura!